No Dia das Crianças, vale olhar para um dado que diz muito sobre a infância de hoje: 92% das crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 17 anos já usam a internet, segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Cetic.br. Isso representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. E quase todas chegam lá pelo mesmo caminho: o celular.
A boa notícia é que 2026 também trouxe mudanças importantes na proteção desse público. Reunimos aqui os números mais relevantes, o que mudou com o ECA Digital e os cuidados que realmente funcionam em casa.
Os números da infância conectada
- 96% acessam a internet principalmente pelo celular.
- 74% usam os aparelhos várias vezes ao dia.
- 65% já usam inteligência artificial generativa, principalmente para estudar e pesquisar.
- 53% dos jovens de 11 a 17 anos já viram vídeos promovendo apostas nas redes sociais.
- 45% já viram publicidade inadequada para a idade.
WhatsApp, YouTube, Instagram e TikTok lideram o uso diário. Ou seja: a criança não está em um “cantinho infantil” da internet. Ela está nos mesmos lugares que os adultos, vendo os mesmos anúncios.
A IA já faz parte da lição de casa
Quase dois terços das crianças e adolescentes usam IA generativa. A maioria para trabalhos escolares, mas 10% já conversam com a IA sobre questões pessoais e emoções. Não é motivo para pânico, é motivo para conversa: entender o que a ferramenta responde, checar as fontes e lembrar que a IA pode errar com muita confiança.
O que muda com o ECA Digital
A Lei 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, está em vigor desde 17 de março de 2026. Ela cria regras para plataformas, apps, jogos e serviços digitais usados por crianças e adolescentes:
- Verificação de idade de verdade: não basta a pessoa clicar em “tenho 18 anos”.
- Conta ligada a um responsável: menores de 16 anos precisam ter a conta vinculada à de um pai ou responsável, com ferramentas de controle de tempo, gastos e contatos.
- Privacidade no máximo por padrão: as configurações mais protetivas já vêm ativadas.
- Remoção rápida de conteúdo nocivo: material de exploração, autolesão ou bullying deve sair em até 24 horas.
- Fim das caixas de recompensa em jogos acessados por menores.
A fiscalização fica com a ANPD, que pode aplicar advertências e multas de até 10% do faturamento no Brasil, limitadas a R$ 50 milhões por infração.
Cuidados que funcionam em casa
- Combine tempo e lugar de tela. Regras claras funcionam melhor que proibições totais.
- Ative o controle parental dos apps e do próprio celular. Com o ECA Digital, as plataformas precisam oferecer essas ferramentas.
- Converse sobre IA. Pergunte o que a criança pesquisa e mostre como checar uma informação.
- Fale abertamente sobre apostas e golpes. Se mais da metade dos jovens já viu propaganda de aposta, o assunto já chegou.
- Dê o exemplo. Criança imita o que vê, inclusive o celular na mesa do jantar.
E para quem tem empresa na internet?
Se o seu site, loja ou app pode ser acessado por crianças e adolescentes, vale revisar três pontos: se você coleta dados de menores (e como), se a sua comunicação é adequada à idade de quem acessa e se as configurações de privacidade estão claras. Proteger esse público também é proteger a reputação da marca.
Na wmup, a gente cuida da parte técnica dos sites dos nossos clientes, de privacidade e cookies a formulários e rastreamento. Se quiser uma revisão do seu, fale com a gente.
Fontes: TIC Kids Online Brasil 2025, Cetic.br; Fundação Abrinq, ECA Digital.
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